terça-feira, 31 de dezembro de 2013

A todos um 2014 vazio...




"A mãe reparou que o menino gostava mais do vazio do que do cheio.
 Falava que os vazios são maiores e até infinitos" 
Manoel de Barros. 

Hoje, desejo que você
Não se apegue a um objetivo esquecendo-se do percurso dele...
planejar é ótimo, sonhar é saudável, mas não se encha! 
Esvazie-se...
De cobranças que estes planos e sonhos podem te levar. 
De medos precipitados.
De arriscar.
De não arriscar.
Não se encha com o que você não tem, não permita que estas coisas sejam maiores do que o que você esta vivendo agora... 
Por isso não te desejo um ano próspero.
Te desejo um dia ao menos, vazio de expectativas no porvir e recheado de boas surpresas...
independente se você as plantou este ano ou não, que coisas maiores e infinitas tenham mais valor do que superficialidades temporais, que após conquistadas se tornam antiguadas e esquecidas...

Um dia 31 de Dezembro de 2013 muito bem vivido pra você e por você.
E os demais, também.


quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Verbo.

"No princípio era a ação. A palavra não foi o princípio - a ação já existia antes dela; a palavra é o final do desenvolvimento, o coroamento da ação."
 (L.. S.Vigotsky, 2008)*.




Eis aí, um dos maiores motivos pela minha ausência, um entrelaçamento de fatores neutralizaram-me a escrita, por ser um tanto emocional, quis parar e dar á materiamar um término.
Como um desejo desses surgiu? Durante um tempo, quis escrever sobre o que vem a ser, humanizar-se, o que nos torna humanos. Então, pesquisei sobre inteligência, consciência...
Vaguei li Daniel Golerman, Vygotsky, Manoel de Barros, Schopenhauer, artigos e opiniões. Buscando explicações entrei em embates...
Materiamar... Nunca quis que esta fosse uma analogia criada ao acaso. Mas, um deleitar de sentimentos, intenções com finais concretos, um amor, o verbo, a ação.
No entanto quando me deparei com uma experiência que literalmente me deixou distante de materiamar, enfraqueci a letra, por meses, dois... Descrevo-a abaixo.

                                               ...

Corumbá, 21 de Setembro de 2013.

Ainda cedo a caminho da faculdade,
Hoje a bicicleta ficou, fui de ônibus, pois de chuva a terra necessitou há dias...
Ela veio intensamente...
Presenciei algo desconfortante, desconcertante.
Murmurações e críticas por um mau cheiro que pairava logo cedo advindo de um morador de rua,
Gritavam suas manifestações, insatisfações, segregações... A quem conduzia.
Eu ali, no mesmo lugar...
Não incomodada com o cheiro de fora...
Incomodada com cheiro de dentro.
Pessoas incompreensíveis... Pessoa incompreendida.
Um homem. Um ser. Humano.
Sendo massacrado, por não estar nos “padrões sociais”...  
Na minha mente, vários discursos passaram... Lembrei-me de Jesus, Martin Luther King, Mandela.
Quis falar!  
Não ousei.
Calei.
Sendo covarde através do silêncio... Não materiamei.
Questionei-me...
Sentar com os excluídos?
Criticar os padrões? Criticar os “rebeldes” que saltam muros...
O que nos torna humanos?
As iniciativas? Os meios? Os fins?
Justificam?

(Exatamente aí parei, em rascunho).
                                                  
Quando a saudade de escrever bateu, continuei as leituras, me deparei com um pessimista que sem meias palavras, arrotou que se deve escrever sobre o que se pense pensar antes de escrever e não começar a escrever a partir de memórias vagas, nem se deve começar a pensar sobre o que vai escrever na hora de escrever, como quem vai fazer um teste surpresa**.
Fui ficando mais insegura “preciso estudar mais, melhorar a gramática e o conteúdo, a minha prática de amor”.
O que me levou a escrever hoje? Neste momento enquanto estou escrevendo faço exatamente o contrário do que foi posto pelo pensador... Resgatando memórias vagas e pensando enquanto escrevo, alcanço a organização do meu pensamento, como Vygotsky teorizou, e me sinto aliviada em me deparar com minha humanidade imperfeita que necessita metamorfosear-se todos os dias. Minha pesquisa sobre humanização? Prossigo investigando, o que sei é que o Verbo que era no princípio e que sempre existiu antes da palavra dita ou escrita me ajuda a humanizar-me. Então, a Aquele que se fez carne, materializou-se e amou. A perfeição literal de materiamar...
A este, meu coração grato.

Que Ele seja e esteja...
Todos os dias.

*Livro: Pensamento e Linguagem
**Livro: A Arte de Escrever - Schopenhauer p.57


segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Reluziu.



No dia certo, amanheceram...
Camuflando-me... Alegrando-me...Envolvendo-me, 
No pedalar e no soar da música... 
No vento no rosto...molhado.
Menos um dia seco no cerrado.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Solitude


"No pantanal não se pode passar régua

Sobre muito chove.

Régua é existidura de limites e o Pantanal não tem limites.

Aqui bonito é desnecessário,

Beleza e glória das coisas o olho que põe..." 
(Manoel de Barros - Livro de Pré-Coisas 1985, p. 31-32) 


Há algumas semanas tive um privilégio, 
De estar novamente navegando pelo rio Paraguai,
Por uma rota diferente das demais,
Navegamos...
Dessa vez em terras brasileiras,
Navegamos...
Após ter lido alguns livros do poeta pantaneiro
citado acima, a visão ficou mais minuciosa, 
As fotos não descrevem.
Beleza, Bonito, Lindo.
Lá o silêncio rende... e Deus me constrange... Constrangeu.
Sentidos apurados, modelados...
Ouvidos aguçados.
Deslumbre em forma de gente... gente da cidade, gente do rio, gente do chão...
Todas do barro.
Porque natureza falada, vivida, maltratada pela vida... silencia e grita...AMOR!
Vislumbre em frente de, no meio da, CRIAÇÃO...
Quando na solitude, nos permitimos estar... Deus nos faz silenciar, e fala...
Quietude por dentro, ruídos fora... Voz que vem de dentro pra fora, se mostra.
Estar só por solitude é diferente de solidão, já define o Aurélio a palavra...
E Deus diz em sua palavra que "Ao homem não é bom que viva só" (Gn 2:18), solitário, porém é importante estar só solitude, por opção, por privação, para que na quietude de estar só, consiga conhecer-se e deparar-se consigo. 
Para assim poder escolher ausentar-se para doar-se ao outro, flexibilidade, compreenssão...AMOR.
Concretizar a fala do que estava só e dialéticamente transforma meras palavras em ações,
Olhar modelado, mãos, pés e mente prontos...
para materiamar...











sexta-feira, 5 de julho de 2013

Resignificar...Ando. Resignificando...




Voltar… retomar o que foi perdido,
No caminho, sem autorização para se perder...perdi. 
Sem perceber, talvez fracamente, francamente percebi, perdi. 
Os dias passaram, voaram..
Fases, declínios e ápices... 
Emoções que oscilam se moldam,
Ramificam...ficam, significam e resignificam...
A partir daí, daqui, percebo o quanto de mim é meu, e o que de mim se perdeu.
Sem volta perdi....Acho que não,
Quando metamorfoseamos não há volta pura, há mistura.
E do que fica, evidentemente fica, significa. resignifica... Signo que
 F i c a.
Por misericórdia não se perde, permanece... esvanece, envaidece... 
Tece.
Algo novo, 
Misturado.
Sintetizado...
Floresce,
 fruto que
Cresce
Amadurece
e
Voa...


segunda-feira, 10 de junho de 2013

Calmaria...


                                                       Foto: Tanawat Pontchour
  
Mistério, cautela, espera
Silêncios
Pausas
Som.
Brilho.
Na calmaria de um deserto, tempestade de areia...
Beleza no ar, da terra.
Seca. Chão. Baião...de dois...três...um.
Solidão.
No andar cansado, ofegante, em um sertão...chão árido.
Morte e Vida...dicotomizam a estrada...
Açude, sede...esperança de que algo bom amanheça, aconteça...
Surgiu...Vida, água...Viva!
Ao som do balanço de palmeira,
A beira de água...
Vento que balanceia manso as folhas...que na água tocam...criando uma harmonia perfeita.
Que chora, esperneia...em nuances, sons, cheiros e sentidos...apurados, aguçados...
Sensibilizados...
Por vida...
Na terra,
No ar...
No peito a clamar...
“Sacia-me...a sede, que da alma vem, do corpo vem, da Terra!”
... ÁGUA! VIDA! HARMÔNIA...
Que só o Criador delas tem pra dar.
Toma. Bebe.
Alegre-se! Regozije-se! Dance...
O renovo veio...a espera acabou... a sede saciou.

(Escrito para a música de Nola Pompeo e cia ...https://soundcloud.com/nolapompeo/amarillys)


quarta-feira, 15 de maio de 2013

Nudez e o Deus que Materiama.




“…Os olhos dos dois se abriram, e perceberam que estavam nus; então juntaram folhas de figueira para cobrir-se...” (Gêneses 3:7)


Olhos abertos, inocência perdida, consciência...
RUPTURA.
As desculpas do não saber, não farão sentido...
Entende-se quem é, Esconde-se... 
... INUTILMENTE...
Como esconder o que não se esconde? De quem nada se esconde?
VERGONHA,
De si, não do corpo.
Nudez pra si, não pra Deus.
Folhas não servem...para esconder...
Os próprios meios... são INSUFICIENTES,
VAZIO.
Perdão é algo que não se tem/resolve sozinho...
Necessidade do outro, no outro...
DIÁLOGO e ARREPENDIMENTO,
caminham juntos...
E sublimemente, aquele que do nada tudo se fez...
Materiama e dá um jeito, pra que tudo se refaça outra vez...
RECONCILIAÇÃO.


"Tudo isso provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação, ou seja, que Deus em Cristo estava reconciliando consigo o mundo, não levando em conta os pecados dos homens, e nos confiou a mensagem da reconciliação."2 Coríntios 5:18-19 (Bíblia)


segunda-feira, 8 de abril de 2013

Desacelerando...



"Desacelere o passo, acalme-se. Não engula os estímulos, como faz com a comida. Dilate o tempo, retarde a percepção de morte. Treine sua emoção pela arte de observar. Deguste lentamente o mundo das imagens e dos sons. O Semeador de Idéias.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Viver o Amor.



O que seria ser alguma coisa?
Intitular-se.
Auto-intitular-se.
Convencer-se
Convencer...
Como ser sem ter que dizer?
Como ser, mais pra quem vê de fora, do que pra quem 
Se diz... 
Ser.
 Saber... 
conhecer.
Ter ciência de.
Viver...?
Remete a respirar, transpirar, alimentar-se, saciar-se,caminhar...  
 Concretizar falas, sair de discursos, enfatizar ações, viver o que se acredita... integralmente.
Materiamar... Não exclui a ideologia para evidenciar a matéria...
Materiamar... É a dinamicidade entre ambos...
Caminham lado a lado... de forma dialética.
Então, depara-se falando sem falar...
Argumentando sem argumentar...
Ensinando, sendo exemplo...
 Sem saber...
Sendo mais do que se imagina ser...
Sem pretensão, sem ver... Sem querer...
Querendo,
Ser como Cristo... Pois,

O nosso amor, não deve ser somente de palavras e de conversa. Deve ser um amor verdadeiro, que se mostra por meio de ações."

 (1Jo 3:18)


Vamos?!



A beleza das contradições.




Conta-se que um mestre, pediu a um jovem discípulo pra limpar o jardim,
O jovem prontamente foi, varreu as folhas secas, podou as árvores...
O mestre disse: Não basta!
Então o jovem espanou limpo as ramagens e os troncos das árvores.
Disse o mestre: Não basta!
O discípulo lavou as pedras ao longo do caminho e disse: Nada mais resta a fazer.
O mestre sacudiu as árvores...
 Suaves caíram folhas sobre a areia...
Disse o mestre ao discípulo: 
Limpar é deixar ser.
(Mestre Tao)

Maior é o menor, primeiro o último, exaltado é o quem se humilha,
 Ame o que odeia...
(Mestre JESUS)

Que tipo de ensinamento é este?

A contradição nunca foi vista com bons olhos,
anexada a ela temos: incoerência, incredibilidade, insegurança...
Mas, nos faz pensar...
Um jardim limpo é bonito,
Mas um tapete de ypês, rosas, flores ou folhas principalmente secas é lindo! 
(gosto de passear sobre elas e escutar seu barulho misterioso e crocante...rs.)
Um jardim limpo é bonito,
Mas árvores sem podar, na forma delas, no angulo natural delas
é lindo!
Ser um destaque no que for honroso é no mínimo interessante,
A quem chegar primeiro, aplausos.
Exaltações, exaltam.
Amar.
Mas,
O ser menor, o último e humilde
abre portas... Eternas...
e Amar...
também.
Então o mestre diz aos discípulos:
Porque limpar é deixar ser...
Seja o menor, o humilde, chegue por último e Ame...
Sem pretensões...
E ao pé do ouvido sussurra:
Preciso de portas abertas.



quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Tudo no mesmo lugar...


Tive uma avó paterna até meus 7 anos...
Recordo-me do cajá, jaca, jabuticaba, galinhas e pintinhos, moedinhas de cruzeiro, cruzado e centavos pra comprar doces do moço da esquina, cuscuz do tio paulo,  abraços, pintas,  cheiro e colcha de retalhos colorida, colchonete de palha... conjuntinhos de short e camiseta amarelo pra mim e azul pro meu irmão.
 Fim de semana, sentar no colo... observar as pintas... que depois descobri que eram machucadinhos de alergia a picada de mosquito...rs
Eu estava na terceira série, aluna das tias Rose e Rosa, meu pai foi me buscar na Escola Municipal Professor João Faustino de França Sobrinho, com seu Corcel 79 metálico, reluzente... Quando me deu a triste notícia... Seguida de um abraço...
Foi meu primeiro encontro com a perda de alguém... Não lembro do que senti, se chorei...
Mas recordo da casa que antes era vazia de pessoas, agora, estava cheia num dia triste... Eu, do lado de fora... Vendo muita gente... me vejo pensando...não sei o que.
Não sabemos desapegar, fomos criados para a eternidade... 
Para o infinito... 
Interrupções inesperadas não são as mais desejadas... Mas são elas a realidade na qual vivemos...
Os objetos envelhecem e estragam, sua blusa preferida também, e pior você não encontrará uma igual após alguns anos, talvez uma semelhante... 
Aquela coleção de esmalte é subitamente retirada da pratilheira e uma nova é reposta pra que você aprenda a amar, até que novamente a tiram também e você aprende a ficar sem... e assim acontece também com seu desodorante predileto, sucrilhos, bobom caribe da garoto (hummm), espuma de barbear,  jogos de PS1 2 3... e etc. 
Tudo passa...
Alguns amantes guardam relíquias, que no futuro viram “retrô” com um preço excedente, claro de 1000% de aumento!!! Há alguns dias fiquei sabendo que até coca-cola retrô existe!
Mas e nós? Como desapegar de gente? Como ter um modelo retrô de alguém? Como tê-la como relíquia e guardá-la com toda cuidado?
Não somos eternos, por mais cuidado que tenhamos com a saúde, usemos toda a espécie de rejuvenescedor... nada foi criado pra curar a finitude desta vida. Nada.
No entanto a eternidade está em nós, de alguma forma está,  porque se fosse diferente, nem pensaríamos nela. Se ela não tivesse existido um dia, não teríamos saudades dela, porque só se sente falta do que se experiência.
Então essa dificuldade de lidar com finitudes existe porque o infinito existe... e o queremos...
A única forma humanamente que temos, possível de eternizar alguém, é através da memória... e passá-la de memória pra memória...
Eternizamos pessoas a todo instante... Rememoramos... Fazemos um modelo retrô delas e usamos... Retrocedemos e nos tornamos parte delas, usando o que nos deixou de mais positivamente marcante...
Nada que conquistamos de material nos eterniza, se este bem não estiver um fundamento que hipnotize e transborde motivando pessoas a interiorizar-nos.
Nosso legado, o que nos move, nossa convicção, nossa essência pode ser infinitos ou desaparecer conosco no dia em que daqui desaparecermos.
Mas Jesus ensina como ser eterno... Se você quiser uma base para suas convicções, proponho, Cristo. Que com amostra grátis para viver neste mundo, dá a todos que quiserem a eternidade... e não estou falando apenas para esta vida.

Assim, fixamos os olhos, não naquilo que se vê, mas no que não se vê, pois o que se vê é temporal, mas o que não se vê é eterno.
(Paulo - Primeira carta aos Coríntios 4:18) 
...E  também pôs no coração do homem o anseio pela eternidade; mesmo assim ele não consegue entender inteiramente o que Deus faz...
(Eclesiastes 3:11) 

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Cegos diante de uma luz clara.

Luz




Caminhando pelas ruas sente o mundo a sua volta,

Deduções, afirmativas, certezas são elaboradas... 

tomadas.

Independente de quem seja o caminhante.
Têm deficiências e eficiências...
Eficiências que agradam, exaltam... 
Deficiências que constrangem, limitam... os outros. A si mesmo.
Existe uma homeostase para o convívio social?
Ainda caminhando...
Deduz que sim, mas utopicamente...
Entende, que diferenças há de serem toleradas, para que algo sublime ocorra.
Conclui que a conclusão a que chegou, faz de si mais um, como os demais, mesmo não sendo mais tão cego...
Antes de virar na rua seguinte...
esquematiza que
Não tolerar o intolerável... é uma intolerância, das mais comuns...



Suellen Costa.




segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

RUÍNA



                                                                                                    Foto: Google.


Um monge descabelado me disse no caminho: "Eu queria construir uma ruína. Embora eu saiba que ruína é uma desconstrução. Minha ideia era de fazer alguma coisa ao jeito tapera. Alguma coisa que servisse para abrigar o abandono, como as taperas abrigam. Porque abandono pode não ser apenas de um homem debaixo da ponte, mas pode ser também de uma expressão que tenha entrado para o arcaico ou mesmo de uma palavra. Uma palavra que esteja sem ninguém dentro. ( O olho do monge estava perto de ser um canto.) Continuou: digamos a palavra AMOR. A palavra amor está quase vazia. Não tem gente dentro dela. Queria construir uma ruína para a palavra amor. Talvez ela renascesse das ruínas, como o lírio pode nascer de um monturo." E o monge se calou descabelado.
Manoel de Barros 


Materiame... Materiame... Materiame.

Depende.


A vida é linda, unica, passageira...
estar nela por inteiro, vivê-la é a opção mais coerente que proponho e que escolho.
Mas, até que ponto devemos explanar nossos momentos para o mundo?
Eis alguém que o vez. 
Prefiro o sigilo dos momentos que serão meus...e de quem estiver nele...
Mas gosto do gosto de fazer todos participar dele.
 Assim, contraditório, inseguro e oscilante...incoerente.
Depende.


quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Obrigada!



   Hoje antes de dar boa noite...quero agradecer imensamente meus leitores...pelo carinho...paciência...e nossa, pelo tempo dedicado aos meus escritos, cheios de certezas e incertezas... Muitíssimo obrigada, saber que o que penso faz sentido pra alguém e muitas vezes não o faz pra alguns...É algo que me dá prazer...saibam que o que antes era totalmente despretensioso pra mim...no caso escrever, hoje, tem se tornado parte de mim...
Estou mudando, não sei se é a idade, se a faculdade, se as pessoas, as leituras... ou se tudo isso...junto...É, talvez sejam tudo.
A questão é que amo quem fui e quem estou sendo e estou certa que amarei quem serei...
Um dia escrever foi um fardo, encarei-o por sonhar em alcançar um sonho... e olha que beleza, alcancei o sonho e sem pretensão realizei outro...e outros vieram, pessoas surgiram... especiais.
Assim aprendi a olhar meus limites e a arriscar a gostar do processo, não apenas o objetivo final das coisas.
Como Deus é maravilhoso! Deus? é Ele mesmo... Ninguém mais teria uma ideia tão inteligente e um método tão singular de ensinar. Reconheço Ele em tudo isso, e sobre isso já conversamos também.

Sinceramente, eu não esperava 29 pessoas declaradas leitoras de Materiamar... faremos 2 aninhos, neste ano e no mês dos meus 25, fico feliz como uma criança que descobre que já pode correr... Hoje amo poetar... e poetar tem virado melodia...no que isso vai dar? espero pelo que não espero...quero surpresa. :)


Obrigada, uma vez mais...

                                                                     Suellen Costa.
                                               
                                                  

Não vive sem...

DEUS...
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