Solitude


"No pantanal não se pode passar régua

Sobre muito chove.

Régua é existidura de limites e o Pantanal não tem limites.

Aqui bonito é desnecessário,

Beleza e glória das coisas o olho que põe..." 
(Manoel de Barros - Livro de Pré-Coisas 1985, p. 31-32) 


Há algumas semanas tive um privilégio, 
De estar novamente navegando pelo rio Paraguai,
Por uma rota diferente das demais,
Navegamos...
Dessa vez em terras brasileiras,
Navegamos...
Após ter lido alguns livros do poeta pantaneiro
citado acima, a visão ficou mais minuciosa, 
As fotos não descrevem.
Beleza, Bonito, Lindo.
Lá o silêncio rende... e Deus me constrange... Constrangeu.
Sentidos apurados, modelados...
Ouvidos aguçados.
Deslumbre em forma de gente... gente da cidade, gente do rio, gente do chão...
Todas do barro.
Porque natureza falada, vivida, maltratada pela vida... silencia e grita...AMOR!
Vislumbre em frente de, no meio da, CRIAÇÃO...
Quando na solitude, nos permitimos estar... Deus nos faz silenciar, e fala...
Quietude por dentro, ruídos fora... Voz que vem de dentro pra fora, se mostra.
Estar só por solitude é diferente de solidão, já define o Aurélio a palavra...
E Deus diz em sua palavra que "Ao homem não é bom que viva só" (Gn 2:18), solitário, porém é importante estar só solitude, por opção, por privação, para que na quietude de estar só, consiga conhecer-se e deparar-se consigo. 
Para assim poder escolher ausentar-se para doar-se ao outro, flexibilidade, compreenssão...AMOR.
Concretizar a fala do que estava só e dialéticamente transforma meras palavras em ações,
Olhar modelado, mãos, pés e mente prontos...
para materiamar...











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