quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Tudo no mesmo lugar...


Tive uma avó paterna até meus 7 anos...
Recordo-me do cajá, jaca, jabuticaba, galinhas e pintinhos, moedinhas de cruzeiro, cruzado e centavos pra comprar doces do moço da esquina, cuscuz do tio paulo,  abraços, pintas,  cheiro e colcha de retalhos colorida, colchonete de palha... conjuntinhos de short e camiseta amarelo pra mim e azul pro meu irmão.
 Fim de semana, sentar no colo... observar as pintas... que depois descobri que eram machucadinhos de alergia a picada de mosquito...rs
Eu estava na terceira série, aluna das tias Rose e Rosa, meu pai foi me buscar na Escola Municipal Professor João Faustino de França Sobrinho, com seu Corcel 79 metálico, reluzente... Quando me deu a triste notícia... Seguida de um abraço...
Foi meu primeiro encontro com a perda de alguém... Não lembro do que senti, se chorei...
Mas recordo da casa que antes era vazia de pessoas, agora, estava cheia num dia triste... Eu, do lado de fora... Vendo muita gente... me vejo pensando...não sei o que.
Não sabemos desapegar, fomos criados para a eternidade... 
Para o infinito... 
Interrupções inesperadas não são as mais desejadas... Mas são elas a realidade na qual vivemos...
Os objetos envelhecem e estragam, sua blusa preferida também, e pior você não encontrará uma igual após alguns anos, talvez uma semelhante... 
Aquela coleção de esmalte é subitamente retirada da pratilheira e uma nova é reposta pra que você aprenda a amar, até que novamente a tiram também e você aprende a ficar sem... e assim acontece também com seu desodorante predileto, sucrilhos, bobom caribe da garoto (hummm), espuma de barbear,  jogos de PS1 2 3... e etc. 
Tudo passa...
Alguns amantes guardam relíquias, que no futuro viram “retrô” com um preço excedente, claro de 1000% de aumento!!! Há alguns dias fiquei sabendo que até coca-cola retrô existe!
Mas e nós? Como desapegar de gente? Como ter um modelo retrô de alguém? Como tê-la como relíquia e guardá-la com toda cuidado?
Não somos eternos, por mais cuidado que tenhamos com a saúde, usemos toda a espécie de rejuvenescedor... nada foi criado pra curar a finitude desta vida. Nada.
No entanto a eternidade está em nós, de alguma forma está,  porque se fosse diferente, nem pensaríamos nela. Se ela não tivesse existido um dia, não teríamos saudades dela, porque só se sente falta do que se experiência.
Então essa dificuldade de lidar com finitudes existe porque o infinito existe... e o queremos...
A única forma humanamente que temos, possível de eternizar alguém, é através da memória... e passá-la de memória pra memória...
Eternizamos pessoas a todo instante... Rememoramos... Fazemos um modelo retrô delas e usamos... Retrocedemos e nos tornamos parte delas, usando o que nos deixou de mais positivamente marcante...
Nada que conquistamos de material nos eterniza, se este bem não estiver um fundamento que hipnotize e transborde motivando pessoas a interiorizar-nos.
Nosso legado, o que nos move, nossa convicção, nossa essência pode ser infinitos ou desaparecer conosco no dia em que daqui desaparecermos.
Mas Jesus ensina como ser eterno... Se você quiser uma base para suas convicções, proponho, Cristo. Que com amostra grátis para viver neste mundo, dá a todos que quiserem a eternidade... e não estou falando apenas para esta vida.

Assim, fixamos os olhos, não naquilo que se vê, mas no que não se vê, pois o que se vê é temporal, mas o que não se vê é eterno.
(Paulo - Primeira carta aos Coríntios 4:18) 
...E  também pôs no coração do homem o anseio pela eternidade; mesmo assim ele não consegue entender inteiramente o que Deus faz...
(Eclesiastes 3:11) 

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Cegos diante de uma luz clara.

Luz




Caminhando pelas ruas sente o mundo a sua volta,

Deduções, afirmativas, certezas são elaboradas... 

tomadas.

Independente de quem seja o caminhante.
Têm deficiências e eficiências...
Eficiências que agradam, exaltam... 
Deficiências que constrangem, limitam... os outros. A si mesmo.
Existe uma homeostase para o convívio social?
Ainda caminhando...
Deduz que sim, mas utopicamente...
Entende, que diferenças há de serem toleradas, para que algo sublime ocorra.
Conclui que a conclusão a que chegou, faz de si mais um, como os demais, mesmo não sendo mais tão cego...
Antes de virar na rua seguinte...
esquematiza que
Não tolerar o intolerável... é uma intolerância, das mais comuns...



Suellen Costa.




segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

RUÍNA



                                                                                                    Foto: Google.


Um monge descabelado me disse no caminho: "Eu queria construir uma ruína. Embora eu saiba que ruína é uma desconstrução. Minha ideia era de fazer alguma coisa ao jeito tapera. Alguma coisa que servisse para abrigar o abandono, como as taperas abrigam. Porque abandono pode não ser apenas de um homem debaixo da ponte, mas pode ser também de uma expressão que tenha entrado para o arcaico ou mesmo de uma palavra. Uma palavra que esteja sem ninguém dentro. ( O olho do monge estava perto de ser um canto.) Continuou: digamos a palavra AMOR. A palavra amor está quase vazia. Não tem gente dentro dela. Queria construir uma ruína para a palavra amor. Talvez ela renascesse das ruínas, como o lírio pode nascer de um monturo." E o monge se calou descabelado.
Manoel de Barros 


Materiame... Materiame... Materiame.

Depende.


A vida é linda, unica, passageira...
estar nela por inteiro, vivê-la é a opção mais coerente que proponho e que escolho.
Mas, até que ponto devemos explanar nossos momentos para o mundo?
Eis alguém que o vez. 
Prefiro o sigilo dos momentos que serão meus...e de quem estiver nele...
Mas gosto do gosto de fazer todos participar dele.
 Assim, contraditório, inseguro e oscilante...incoerente.
Depende.


quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Obrigada!



   Hoje antes de dar boa noite...quero agradecer imensamente meus leitores...pelo carinho...paciência...e nossa, pelo tempo dedicado aos meus escritos, cheios de certezas e incertezas... Muitíssimo obrigada, saber que o que penso faz sentido pra alguém e muitas vezes não o faz pra alguns...É algo que me dá prazer...saibam que o que antes era totalmente despretensioso pra mim...no caso escrever, hoje, tem se tornado parte de mim...
Estou mudando, não sei se é a idade, se a faculdade, se as pessoas, as leituras... ou se tudo isso...junto...É, talvez sejam tudo.
A questão é que amo quem fui e quem estou sendo e estou certa que amarei quem serei...
Um dia escrever foi um fardo, encarei-o por sonhar em alcançar um sonho... e olha que beleza, alcancei o sonho e sem pretensão realizei outro...e outros vieram, pessoas surgiram... especiais.
Assim aprendi a olhar meus limites e a arriscar a gostar do processo, não apenas o objetivo final das coisas.
Como Deus é maravilhoso! Deus? é Ele mesmo... Ninguém mais teria uma ideia tão inteligente e um método tão singular de ensinar. Reconheço Ele em tudo isso, e sobre isso já conversamos também.

Sinceramente, eu não esperava 29 pessoas declaradas leitoras de Materiamar... faremos 2 aninhos, neste ano e no mês dos meus 25, fico feliz como uma criança que descobre que já pode correr... Hoje amo poetar... e poetar tem virado melodia...no que isso vai dar? espero pelo que não espero...quero surpresa. :)


Obrigada, uma vez mais...

                                                                     Suellen Costa.
                                               
                                                  

Não vive sem...

DEUS...
AmA...sua FAMÍLIA, Amigos novos e ANTIGOS...Fazer AMIGOS, Fotografia, MÚSICA, Culturas, VIAJAR, Observar, INOVAR, Ouvir, LER, Refletir, ARTE, CRIATIVIDADE, Surpresa, APRECIAR, lembrar e relembrar, SENTIR, Cativar, CANTAR, contar/ouvir uma NOVIDADE, Cultivar, Saborear, SORRIR, bom CHEIRO bom, GARGALHADA, Curtir a VIDA e as PESSOAS...VIVER!