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Mostrando postagens de Janeiro, 2013

Tudo no mesmo lugar...

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Tive uma avó paterna até meus 7 anos... Recordo-me do cajá, jaca, jabuticaba, galinhas e pintinhos, moedinhas de cruzeiro, cruzado e centavos pra comprar doces do moço da esquina, cuscuz do tio paulo,  abraços, pintas,  cheiro e colcha de retalhos colorida, colchonete de palha... conjuntinhos de short e camiseta amarelo pra mim e azul pro meu irmão.  Fim de semana, sentar no colo... observar as pintas... que depois descobri que eram machucadinhos de alergia a picada de mosquito...rs Eu estava na terceira série, aluna das tias Rose e Rosa, meu pai foi me buscar na Escola Municipal Professor João Faustino de França Sobrinho, com seu Corcel 79 metálico, reluzente... Quando me deu a triste notícia... Seguida de um abraço... Foi meu primeiro encontro com a perda de alguém... Não lembro do que senti, se chorei... Mas recordo da casa que antes era vazia de pessoas, agora, estava cheia num dia triste... Eu, do lado de fora... Vendo muita gente... me vejo pensando...não sei o que. Não sabemos desape…

Cegos diante de uma luz clara.

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Caminhando pelas ruas sente o mundo a sua volta,
Deduções, afirmativas, certezas são elaboradas... 
tomadas.
Independente de quem seja o caminhante. Têm deficiências e eficiências... Eficiências que agradam, exaltam...  Deficiências que constrangem, limitam... os outros. A si mesmo. Existe uma homeostase para o convívio social? Ainda caminhando... Deduz que sim, mas utopicamente... Entende, que diferenças há de serem toleradas, para que algo sublime ocorra. Conclui que a conclusão a que chegou, faz de si mais um, como os demais, mesmo não sendo mais tão cego... Antes de virar na rua seguinte... esquematiza que Não tolerar o intolerável... é uma intolerância, das mais comuns...


Suellen Costa.



RUÍNA

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Foto: Google.


Um monge descabelado me disse no caminho: "Eu queria construir uma ruína. Embora eu saiba que ruína é uma desconstrução. Minha ideia era de fazer alguma coisa ao jeito tapera. Alguma coisa que servisse para abrigar o abandono, como as taperas abrigam. Porque abandono pode não ser apenas de um homem debaixo da ponte, mas pode ser também de uma expressão que tenha entrado para o arcaico ou mesmo de uma palavra. Uma palavra que esteja sem ninguém dentro. ( O olho do monge estava perto de ser um canto.) Continuou: digamos a palavra AMOR. A palavra amor está quase vazia. Não tem gente dentro dela. Queria construir uma ruína para a palavra amor. Talvez ela renascesse das ruínas, como o lírio pode nascer de um monturo." E o monge se calou descabelado. Manoel de Barros 

Materiame... Materiame... Materiame.

Depende.

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A vida é linda, unica, passageira... estar nela por inteiro, vivê-la é a opção mais coerente que proponho e que escolho. Mas, até que ponto devemos explanar nossos momentos para o mundo? Eis alguém que o vez.  Prefiro o sigilo dos momentos que serão meus...e de quem estiver nele... Mas gosto do gosto de fazer todos participar dele.  Assim, contraditório, inseguro e oscilante...incoerente. Depende.

Obrigada!

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Hoje antes de dar boa noite...quero agradecer imensamente meus leitores...pelo carinho...paciência...e nossa, pelo tempo dedicado aos meus escritos, cheios de certezas e incertezas... Muitíssimo obrigada, saber que o que penso faz sentido pra alguém e muitas vezes não o faz pra alguns...É algo que me dá prazer...saibam que o que antes era totalmente despretensioso pra mim...no caso escrever, hoje, tem se tornado parte de mim... Estou mudando, não sei se é a idade, se a faculdade, se as pessoas, as leituras... ou se tudo isso...junto...É, talvez sejam tudo. A questão é que amo quem fui e quem estou sendo e estou certa que amarei quem serei... Um dia escrever foi um fardo, encarei-o por sonhar em alcançar um sonho... e olha que beleza, alcancei o sonho e sem pretensão realizei outro...e outros vieram, pessoas surgiram... especiais. Assim aprendi a olhar meus limites e a arriscar a gostar do processo, não apenas o objetivo final das coisas. Como Deus é maravilhoso! Deus? é Ele mesmo... Nin…