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Mostrando postagens de Maio, 2014

Garotos III

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Há algumas semanas, vi uma cena se repetir que me fez lembrar de tantas outras... Uma cena que me intriga toda vez que a presencio, cena que me faz refletir e questionar. Vi uma criança acenar. Desconhecida de mim, mas acenou pra mim! Passou a minha frente, de uns 5 anos no máximo, de mãos dadas com um adulto,  dois metros depois, virou, me olhou nos olhos, me desconcertou, sorriu e acenou. Isso já aconteceu antes,  eu dentro do ônibus elas na rua. Eu na bike, elas também, na rua. Na rua, sempre nela. Perguntei pra Deus, pela primeira vez o sentido daquilo Só estava eu e Ele... dessa vez. Das outras ninguém deu atenção, as respostas eram de que crianças fazem isso e só. Mas nesse dia, em que estava eu e Ele, a resposta foi mais minuciosa, simples, sábia e cheia de sentido. Lembrou-me o quanto devo me espelhar nelas,  que como elas são com Ele assim devo eu ser e buscar... Ser... Espontânea, igual quem se joga nos braços de quem ama, Alegre, como quem se desmancha no riso ao lado de quem nada tem do que …

A menina da bicicleta amarela.

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Quem é ela? A menina da bicicleta amarela? Nunca vi ela. Onde mora ela? Na rua sem chão plano, na casa de cão bravo, de árvore na frente e canteiro do lado O que faz ela? Pra onde vai ela? De bicicleta amarela, música no ouvido, canção nos lábios, mochila na cesta, nas costas, nas sextas, segundas, terças, quartas, quintas...lá vai ela?! Olhos, cabelos ao vento,  Não tem tempo, tem vento, chuva, frio, sol muito sol. A menina da bicicleta amarela, corre que sonha. O árduo transformou-se em liberdade. O cansaço em satisfação, A saúde agradece, a paisagem tece Uma direção, um novo guia, para o mesmo rumo para o mesmo chão. Hoje um ano. Amanhã um fusca. E assim uma menina, a mesma. da bicicleta, do fusca,  Amarelos,  sonha,  passa,  corre e  voa.