Tive uma avó paterna até meus 7 anos... Recordo-me do cajá, jaca, jabuticaba, galinhas e pintinhos, moedinhas de cruzeiro, cruzado e centavos pra comprar doces do moço da esquina, cuscuz do tio paulo, abraços, pintas, cheiro e colcha de retalhos colorida, colchonete de palha... conjuntinhos de short e camiseta amarelo pra mim e azul pro meu irmão. Fim de semana, sentar no colo... observar as pintas... que depois descobri que eram machucadinhos de alergia a picada de mosquito...rs Eu estava na terceira série, aluna das tias Rose e Rosa, meu pai foi me buscar na Escola Municipal Professor João Faustino de França Sobrinho, com seu Corcel 79 metálico, reluzente... Quando me deu a triste notícia... Seguida de um abraço... Foi meu primeiro encontro com a perda de alguém... Não lembro do que senti, se chorei... Mas recordo da casa que antes era vazia de pessoas, agora, estava cheia num dia triste... Eu, do lado de fora... Vendo muita gente... me vejo pensando...nã...
Sou estudante de Psicologia há 2 anos e 8 meses. Já não sou mais a mesma. Meu olhar é diferente. É crítico e me irrita as vezes... Já não gosto das parcialidades, prefiro o dinamismo da integralidade. As contradições me perseguem... Sempre questiono por dentro o que vejo... Dentro e fora. Mas algumas coisas ainda me enganam... Me perguntam sobre o que farei com a Psicologia... Digo que não sei, só sei o que ela tem feito comigo. Me vejo confusa, com tantas informações, afinal há uma diversidade de leituras para fazer como qualquer curso superior, mas ela está dentro dos poucos que proporcionam antagonismos teóricos, disse poucos para não generalizar... Mas não conheço nenhum outro. Esperam que eu saiba sobre Freud, Skiner, Vigotsky e suas crias e conterrâneos... eu também. Tenho 4800h para cumprir até 2016, estou sobrevivendo... são 5 anos integrais, excede minhas manhãs e tardes. Meus estágios?! Diversos... Na saúde, Na escola, No social...
Por que focamos sempre no fim das coisas? Por que razão o sendo, fazendo, criando, caminhando... são cruelmente excluídos, como se não fizessem parte Do processo para conquistar, chegar. Jesus caminhava... Em toda a história... caminhava. As mudanças aconteciam no caminho, Os ensinamentos eram feitos e absorvidos no caminho... Não dar atenção ao caminho é deixar de aprender e ensinar... é deixar de ver o melhor da viagem... o percurso. Riobaldo já dizia : "O real não está na saída nem na chegada; ele se dispõe para a gente é no meio do caminho." Se Jesus, apenas chegasse pra morre e ressurgir... Ele deixaria o ensino único de que temos uma justificação pra nossos erros e nenhuma opção de como seguir o caminho até Sua volta. Que bom que Ele preferiu caminhar... Metamorfoses... Acontecem sempre de repente. "No durante...". Riobaldo é personagem de Guimarães Rosa em Grande Sertão: Veredas
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